quarta-feira, outubro 26, 2005

O "day after"

(...) Comentando a paralisação no sector, o ministro admitiu ser "raro num Estado moderno haver um tal concerto grevista entre tantos sindicatos", mas sublinhou que "nenhum grupo, por mais poderoso, influente, qualificado e responsável, pode colocar dificuldades aos compromissos assumidos pelo Governo".
Alberto Costa entende que mantém todas as condições para continuar à frente do ministério e garantiu que agora é necessário "pensar no dia seguinte"."Já estou a pensar no que fazer depois de esta história terminar", disse, adiantando estar "concentrado" na preparação de algumas medidas para o sector, nomeadamente a revisão do mapa judiciário e do sistema de recursos.(...)

Comentário: cremos que o senhor Ministro está provavelmente a ser demasiado optimista; na área da Justiça não há nenhuma política possível, nenhum projecto viável, que não tenha que contar com um mínimo de empenhamento dos agentes judiciários; não é possível fazer reforma nenhuma se o estado de espírito das pessoas for o desalento, a desmotivação, a decepção - pior ainda se a eles se juntarem a indignação e a revolta.
Com a sua agressiva política de confronto, o Ministério provavelmente já criou o caldo de cultura necessário e suficiente para o insucesso de toda e qualquer reforma de fundo.
Não se fazem reformas só com boys e girls, por maior que seja o apoio dos media.








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