sexta-feira, janeiro 28, 2005

Coisas da Informática

Quando me propus escrever neste blog sobre informática pensei em referir-me apenas a episódios, lendas, da informática. A história da senhora que quando, ao telefone, o serviço de assistência informática lhe pediu para fechar todas as janelas foi fechar as janelas da sala. O namoro entre a IBM e a Digital Research que correu mal e levou ao casamento de conveniência entre a IBM e a Microsoft. Aquela frase célebre de que os utilizadores de computadores não necessitariam de os equipar com mais de 640k de memória. Ou a falta de interesse comercial da Internet. Fico-me pela referência à épica mensagem de erro que surge quando a BIOS não detecta o teclado ligado ao computador: «Error: Keyboard not attached. Press F1 to continue». Estas e outras curiosidades podem ser encontradas em páginas como:
http://www.maxframe.com/HISZMSD.HTM
http://members.fortunecity.com/pcmuseum/dos.htm
http://www.aaxnet.com/info/hist.html
http://www.three-peaks.net/comp_fun.htm
http://louie.e.phetast.nu/dumpster/documentary/misc/legends.html
http://dfarq.homeip.net/article/1197
http://rinkworks.com/stupid/
Acabei por tomar a decisão, ousada, de fazer algumas sugestões que possam ser úteis para os recém-chegados à informática jurídica, assumindo o risco de ser desinteressante para quem já anda nisto há mais tempo.
Grande parte dos computadores pessoais (PC compatível) é vendida com o sistema operativo da Microsoft, o Windows. As instituições que nos governam: Governo, Assembleia da República e, para os Advogados, a Ordem dos Advogados vêm privilegiando a Microsoft ao promoverem soluções informáticas para a justiça que obrigam o utilizador a recorrer ao sistema operativo Windows, como são os casos das assinaturas digitais com a MDDE, serviço único no mundo (que demonstra que Portugal é, no que à informatização jurídica diz respeito, o mais avançado do mundo ou que os nossos níveis de burocratização nunca se deixarão abater pelas novas tecnologias, especialmente as de tendência desburocratizante), pelo que não é conveniente abandonar este “imposto”, pelo menos por enquanto, se desejar utilizar o correio electrónico para comunicar com os tribunais. Outra vantagem da Microsoft resulta da maior compatibilidade entre os seus programas de gestão, como o Office (pacote que inclui Processador de Texto, Folha de Cálculo e Programa de Apresentações, podendo também incluir, na sua versão “profissional” um Sistema de Gestão de Base de Dados), e os seus sistemas operativos Windows. Como desvantagens, a Microsoft apresenta várias falhas nos seus sistemas no que respeita à segurança e integridade dos dados, falhas essas que são os alvos preferidos dos criadores de vírus. Por outro lado o preço do conjunto dos programas da Microsoft pode ser superior ao preço do próprio computador.
Mas quem procurar uma solução de software barata (praticamente gratuita) pode optar pelo Linux e pelo Open Office (Este pacote livre e gratuito contempla as aplicações: processador de texto, folhas de cálculo, gestor de apresentações, programa de desenho, editores de fórmulas, em mais de 23 línguas, português de Portugal incluído. Está também disponível para Windows pelo mesmo preço.) Para encontrar informação sobre software livre (Open Source Software - OSS) um bom ponto de partida é Software Livre Portugal - Software Livre na AP.
A Mandrakesoft, criou uma versão do Linux executável através de CD, sem necessidade de instalação (precisa apenas de umas configurações após o arranque tais como: dizer qual o teclado que se usa e executar o detector de ligação à Internet), chamada Mandrake Move que pode ser encontrada em CD distribuído com algumas revistas de informática ou descarregada neste endereço: http://darkstar.ist.utl.pt/mandrake/move-2.0-i586/. A sua execução permite uma apreciação do Linux sem comprometer a instalação do Windows. O único perigo é que depois de o conhecer talvez já não consiga passar sem ele.
Note-se que os formatos usados pelo Open Office são compatíveis com os do Office da Microsoft (não faltando o célebre e necessário formato .RTF para enviar as peças processuais para os Tribunais).
A propósito de RTF, quem usa o Word da Microsoft pode configurar o programa para, na falta de outra indicação, gravar os documentos em formato .rtf. Para tal escolhe-se [Opções], no menu [Ferramentas] e, na caixa de diálogo que se abre, selecciona-se o separador [Guardar], em [Guardar os ficheiros do Word como:] escolhe-se [Rich Text Format (RTF) (*.rtf)]. Depois de clicar em [OK] o Word passará a gravar os documentos neste formato sempre que não se escolher outro.



{Clique na imagem para ver uma versão aumentada}

Para efectuar a mesma operação no Open Office escolhe-se [Opções], no menu [Ferramentas] e, na caixa de diálogo que se abre, selecciona-se na coluna da esquerda [Carregar/guardar], clica-se no sinal [+] anterior a esta designação de modo a abrir as opções, selecciona-se [Geral] e à direita em [Formato de ficheiro padrão] escolhe-se em [Tipo de Documento] Documento de texto e em [Guardar sempre como] Rich Text Format. O Open Office avisará que gravar neste formato pode provocar perda de informações, querendo dizer que alguns tipos de formatação não funcionam neste formato. Depois de clicar em [OK] o Open Office, ou se preferirem o Writer, passará a gravar os documentos neste formato sempre que não se escolher outro.



{Clique na imagem para ver uma versão aumentada}

Para terminar deixo aqui um endereço para quem ainda o não conhece: http://eusou.com/jurista/ onde se encontra uma extensa série de endereços para diversos sites jurídicos.








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